17 dia – Saindo de Salvador e chegada Flinkas e Tonnel em BH

Acabamos decidindo sair de Salvador (Eu e Marelo) no domingo porque não tinha como encontrarmos com Flinkas e Tonnel na estrada, eles estavam no minimo uns 700 km na nossa frente, além disso no dia anterior o Marelo precisava trocar o oleo da moto para seguir viagem.

Acordamos cedo, por volta das 06:00 horas porque o Mario (taxista que conhecemos no dia anterior iria pegar Ellen e Mona as 06:40 para levar ao aeroporto pois o voo delas estava marcado para 08:20 da manhã e não 11:00 ou 14:00 horas como o Marelo havia dito – férias tem dessas coisas, acabamos esquecendo algumas informações importantes).

Despedimos das meninas e voltamos ao flat para terminar de pegar as nossas coisas, colocar tudo na moto e acelerarmos rumo ao caminho de casa (já estou com saudade de escutar uai só, trem, oncê vai e etc, aqui é só meu rei, pronto, ligeiro e etc).

Abastecemos no posto próximo a saida do flat e depois de calibrar os pneus vimos que já estava tarde, quase 08:00 da manhã e teriamos que chegar em Teofilo Otoni no final do dia, que fica a 910 km de Salvador. O que poderia nos ajudar era o fato de Minas ter horario de verão, pois, poderiamos rodar ate umas 19:30 hs com claridade, depois disso escurece e de moto não é uma boa ideia.

Seguimos acelerando rumo a Feira de Santana e a tocada era diferente de quando viemos, pois, na vinda estavamos de folga e sem pressa para chegar, rodavamos 600 km por dia ou até escurecer, agora era no estilo parar para abastecer sem sair de cima da moto, completar o tanque e pegar estrada.

Tomamos água apenas no 2º abastecimento a uns 89 km de Jequie/BA e rapinho, afinal o plano era parar para dormir em Teofilo Otoni. Este trecho tem muito bicho (mariposa) e durante todo o percurso fomos bombardeados por elas, alem de ter um grande volume de caminhões na estrada, pois isso precisavamos abastecer rápido e evitar que o maior numero de caminhões nos ultrapassemos enquanto estavamos no pit stop…risos.

A viagem estava rendendo bem e apos passarmos por Jequie começamos a nos preocupar um pouco e pensar que não conseguiriamos rodar os kms programados para o dia. O Marelo estava reclamando que a moto estava com um barulho estranho na caixa de marcha, mas sem perder potencia, ele acelerava e a moto respondia instantaneamente. Paramos em um posto de gasolina para ver o que poderia ser e nossa suspeita e que poderia ser falta de oleo. Conferimos o oleo e parecia ter baixado meio litro. Completamos para ver se iria melhorar. (Neste instante o Marelo comentou que o oleo estava muito ralo e que o cara havia dito que ele durava apenas 1000 km, tinhamos rodado uns 300 km somente mas com puxada forte. Ele colocou este oleo porque não tinha outro, era uma marca tabajara mas não tinha jeto).

Seguimos na mesma tocada e o barulho parou, no entanto pegamos uma chuva brutal. Os pingos batiam na jaqueta e chegam a doer, mas como na Bahia as estradas são feitas com retas quilometricas e algumas curvas abertas que levam a outra reta quilometrica, deitamos o cabelo e o tempo chuvoso estava parecendo dia ensolarado, ou seja, mesmo ritmo de tocada.

Em Vitoria da Conquista o Marelo devia estar marelo de fome, o bicho abasteceu e parecia que tinha acabado de bater uma lage, pediu ao cara do restaurante 2 pedaços monstros de coxa e contra-coxa com arroz e mandou ver. Eu preferi comer 2 salgados. Este lanche era o nosso cafe da manhã e almoço, por volta das 15:30 hs. Ate então tinhamos rodado 530 km e ainda faltava 400 km para chegarmos no nosso destino, tinhamos que voltar a acelerar o mais rápido possivel.

A partir deste trecho descobri porque a Magna é uma moto que todos são alucinados por ela, a danada anda demais da conta o unico problema e que ela não freia com a mesma rapidez, mas o Marelo já domina a maquina e sabe fazer bom uso da mesma. A Bandit por sua vez me deixou impressionado, tem um excelente poder de resposta e retomada e andamos forte o tempo todo e as motos aguentaram firmes.

Paramos para abastecer em Medina com as motos na reserva, a moto do Marelo não aguentava mais 5 kms sem parar. Tomamos mais um litro d´água e saimos acelerando. Chegamos em Teofilo Otoni por volta das 20:00 horas, andando apenas uns 30 minutos durante a noite. Estavamos satisfeitos com o rendimento da viagem e a unica preocupação continuava sendo o barulho na caixa de marcha da moto do Marelo que voltou a encomodar depois de Medina. Não tinhamos duvida, pela manhã antes de sair teriamos que trocar o oleo da Magna novamente ou teriamos problema.

Descolamos um hotel para descansar o lombo no centro de Teofilo Otoni e num ponto estrategico pois estava rolando um movimento na praça bem familiar com direito a trem da alegria, pula pula, piscina de bolinha e varias brincadeiras. A doidera é que estava cheio de barraquinhas então podiamos tomar uma cervejinha e comer alguma coisa, as 21:00 hs e só com 2 salgadinhos no estomago eu comeria qualquer coisa…risos…então apelamos para churrasquinho de gato e cachorro quente.

Missão cumprida e agora é só esperar amanhã para acabar de chegar. (450 km é estaremos em casa). Até aqui já rodamos 4000 kms.

Flinkas e Tonnel já haviam chegado em BH (detalhes apos Flinkas enviar comentarios para atualizar o post).

Rominho também já havia chegado depois do Cabeção (sobrinho dele) ter ido busca-lo em Corinto. O carro ficou na casa do sogro dele para poder trocar o radiador.

Comentários Flinkas chegada dele e Tonnel em BH

A Volta de Fabriciano, foi atrasada pela necessidade de troca urgente de pneu na moto do Tonnel. O desgranhento não aguentou o tranco e chegou no aro!!! Enfim, arrumamos um Magion canela fina lá em Ipatinga e ele foi trocar. Acabou que saímos de Fabriciano 12:30 quando esperávamos sair 10:00AM.
A estrada como de costume estava muito cheia e perigosa. Os motoristas mineiros são ruins e é fácil perceber os motoristas que nunca saíram do estado para dirigir em outros lugares. Motoristas que não dão passagem, que comem faixa para impedir a sua passagem, que não olham no espelho e coisas assim, é coisa normal por aqui, mas graças a Deus nossa viagem foi muito boa. O Tonnel viajou em INSANE MODE=ON e eu fiquei impressionado com o que aquele canela fina da Magiopn aguentou. Viemos comendo as curvas a ponto de conseguir rasgar a minha calça de cordura numa das curvas (O zé aqui esqueceu que não estava de macacão), até que nos deparamos em um acidente envolvendo uma Twister e um Tempra. Visivelmente a Twister estava cortando os carros por fora da curva (sem visão nenhuma) e encontrou o Tempra de frente. O motociclista estava estirado no chão, aparentemente conciente já com outros motoristas prestando socorro. A Moto e o Carro, impossíveis de sair do local, só de reboque. Identifiquei o KM da Rodovia, passamos pelo telefone à polícia e seguimos viagem até encontrarmos o posto da polícia mais de 20km a frente. Fizemos o comunicado e terminamos nossa viagem na santa paz de Deus 2 horinhas depois da partida, em segurança, felizes e totalmente realizados pela grande aventura que nos foi permitido viver.

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COMMENTS

  • […] 17° dia – Saída de Salvador e chegada de Flinkas e Tonnel em BH […]

  • Moniquinha

    Ola,estou admirada com a coragem de vcs,posso afirmar que são lugares maravilhosos, mas de moto tem que realmente ter muita paixão. Voces chegaram tão perto de Porto de Galinhas, deveriam ter dado uma chegadinha lá, e muito lindo tbem.
    Sou de Fabri amiga do Flaviano ( Marelo) Abraços pra ele e pra Mona.
    Aguardo a práxima aventura.
    Dica: Na próxima ida a Maceió não deixe de conhecer o macarronigth, o melhor macarrão a parmegiana que ja comi e funciona 24 hs.

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