Pateta também é motociclista

Hoje descobri porque eu gosto do PATETA. Ele é um cachorro diferenciado e assim como eu adora andar de moto. Vocês não vão acreditar no que aconteceu mas vou tentar descrever os detalhes dessa aventura que ao chegar em casa tive que registrar para dividir isso com vocês, foi simplesmente doidodemais.

Na quinta-feira passada quando acordamos e começamos a preparar as malas para viajar, íamos para Pirapora, vimos que o PATETA estava passando mal e ficamos preocupados, a principio a ideia era apenas deixar comida e água para ele. Achamos melhor levá-lo para a veterinária que cuida dele e deixá-lo lá até terça-feira (segunda Ellen tinha aula de fotografia e não poderia buscá-lo), assim poderíamos ficar tranquilos e viajar sossegado.

olha que doido o sapatinho dele

Chegamos no domingo e sentimos a casa vazia. Ontem, segunda-feira, a mesma coisa. Quando chego o PATETA sabe que sempre tem pão fresquinho e como ele adora pão, todos os dias lanchamos juntos. Parto pequenos pedaços e dou na boca dele, é muito massa e ele fica satisfeito.

Ellen chegou do curso e comentei que estava com saudade do PATETA, então ela me deu a grande noticia. Não poderia pegar ele na terça-feira na veterinária porque tinha uma aula prática na escola, ou seja, mais um dia sem ver o PATETA e lanchando sozinho. Beleza, quarta ou quinta a gente pegava ele lá e estava tudo certo. Errado!

Bom, durante o dia indiquei o blog da Ellen para um amigo que gosta de fotografia e ele adorou as fotos que ela fez do PATETA e me mandou um e-mail dizendo que havia gostado. Passei o e-mail dele para ela ver o comentário sobre as fotos e ela retornou que tinha ficado com mais saudade do PATETA, então tive uma ideia brilhante: buscar o PATETA na veterinária de moto.

Claro que a Ellen não estava sabendo dessa minha ideia mirabolante senão ela teria um treco e ia me xingar todo, mas resolvi levar a ideia a frente. Liguei na veterinária e combinei de buscá-lo quase na hora de fechar, as 20:00 hs, porque o transito e mais tranquilo e poderia andar devagar com ele na moto.

Comentei com a galera do serviço na hora de sair e a Barbara ficou achando que era brincadeira minha, perguntou com eu ia fazer e tudo mais, então, respondi o que eu havia pensado fazer, bati meu cartão e fui para veterinária. (acreditam que ela ficou preocupada com o frio que ele ia sentir?).

ele veio quietinho e adorou o passeio...quero mais!!!

Galera, pode parecer maluquice mas pensem comigo: Ele adora sentir o vento na cara quando eu levo ele de carro, as vezes a uns 80 ou 100 km/h. Ele fica com a cabeça em cima do retrovisor do passageiro, com a boca aberta e feliz da vida. Não seria mais doido sentir essa sensação andando de moto? Minha preocupação era saber se ele ia ficar quieto e deitado sossegado em cima do tanque de combustível, único lugar onde eu poderia traze-lo sem o deixar cair e correr o risco de contar para Ellen que ele havia machucado todo no caminho ou até mesmo batido a caçuleta. Gosto nem de pensar…ainda bem que chegamos bem em casa.

Cheguei na veterinária e comprei uma nova coleira para ele, mais curta para ele não poder se locomover e grande o suficiente para prender no meu braço e firmar ele. Ele tinha ido para veterinária com uns sapatinhos que Ellen tinha comprado para ele, então, coloquei nas patinhas dele para não arranhar meu tanque de combustível. Ele estava uma graça, sapatinhos e coleira nova.

Coloquei ele na moto e ele ficou quietinho, sai bem devagar mesmo, de primeira marca a uns 20 km/h para ver a reação dele. Muito doido. Minha moto não tem carenagem, então o vento bate direto no peito e não é que andando devagar ele ficou quieto, apoiado de barriga no tanque com o bocão aberto por causa do vento. Fui acelerando devagar e ele ficou quietinho, andei no máximo a 50 km/h de segunda marcha. 🙂 🙂 (duas carinhas…uma é da minha felicidade por ter andando de moto com ele e a outra e dele por ter andando de moto comigo…meu cachorro é mesmo radical…qualquer dia desses vou com ele no au au).

Nas curvas era o mais engraçado, ele começou a escorregar na primeira que fiz, ai descolei um artificio técnico, fazia a curva sempre devagar e sem deitar a moto (mantive ela sempre o mais reto possível – em baixa velocidade é sussa), abaixava o corpo para frente fechando os braços entre o guidon para apoiar o corpo dele e não deixar ele cair. Andamos uns 15 quilômetros da veterinária até em casa…DOIDODEMAIS GALERA!!!

Chegando em casa parei a moto na garagem, coloquei a máquina fotográfica no tripe e tive que registrar essa aventura com o meu PATETINHA. Voltei na padaria e comprei o pão que ele tanto gosta para gente poder lanchar junto. Agora só me restava contar para Ellen a minha proeza, sem que ela me xingasse muito.

Claro que não tem preço a cara dos motoristas que eu cruzei por eles no trânsito. Todo mundo olhava espantado e parecia não acreditar. Parei em dois semáforos apenas, todos na Tereza Cristina, depois resolvi seguir pela via expressa porque o caminho era mais reto e com curvas abertas, assim seria mais fácil mante-lo em cima da moto.

Quando Ellen chegou em casa, peguei o pateta e prendi na área de serviço onde ele sempre fica. Como ele não é de latir (dificilmente o faz)  seria fácil esconde-lo por um tempinho e contar tudo para Ellen antes dela querer averiguar se era verdade. Assim que ela entrou em casa, chamei ela até o computador e mostrei a foto que havia tirado do PATETA, ela estranhou porque não havia visto essa foto até então, e perguntou que dia eu havia tirado. Respondi sério e com cara de menino arteiro, hoje. Não é que parece que eu e PATETA havíamos combinado, neste momento ele pulou com as patas na porta da área e fez o maior barulho, Ellen foi ver e ele já pulou nas pernas dela.

Claro que ela perguntou se eu tinha perdido o juízo, mas ficou feliz de chegar em casa e encontrar o PATETINHA abanando o rabo e enchendo ela de carinho assim como fez comigo.

Cachorro de motociclista, PATETA ou não, tem que gostar mesmo de andar de moto. Vou aproveitar e comprar um chapéu para ele, para servir de capacete e uma roupa doida para dar uma voltinha com ele de vez em quando, afinal de contas, pelo visto a minha maluquice foi aprovada por ele.

PATETA, você é radical filhote…curti demais o nosso passeio de hoje.

OBS: Não vi se algum dos carros que passou por mim ou me encontrou no semáforo tirou foto, mas divulguem este post, se alguém tiver tirado foto me mande, por favor (junior@doidodemais.com.br).

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COMMENTS

  • Andreza

    kkkkkkkkkk…
    Loucura é pouco para descrever…mas “filho” de JJ e D.Ellen só podia gostar de moto mesmo…
    Depois dessa, a Ellen pode começar a se preocupar pq o dia q tiverem filho, tu vai querer sair com o nenem do hospital na garupa da moto…kkkkkkkkkkkkk
    Só uma sugestão… é melhor fazer um seguro do PATETA.

  • thiago maia

    Hehehehe…
    Doido mesmo JJ…
    Agora é um membro do Monges, tem que fazer o colete pra ele também.
    E essa vai pro blog da família.
    Grande abraço.

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