Se o Barça foi eliminado porque nós não poderíamos ser?

Os grandes clubes as vezes tropeçam e acabam ficando de fora da decisão. Geralmente isso acontece por simplesmente achar que é improvável tal fato, subestimando a capacidade e vontade do seu adversário, que não chegou até ali por acaso, também lutou e teve seus méritos.

Inacreditável, é isso que passa na cabeça dos torcedores, e com certeza na cabeça dos atletas também. Foi assim com o Barça, que sempre foi favorito contra o Chelsea. O Cruzeiro também começou a etapa das semi-finais com vantagem de empate, mas se perdeu no primeiro jogo e com isso a vantagem foi para o espaço.

Despreparado e nervoso por precisar do resultado, o Cruzeiro começou marcando, mas contra o próprio patrimônio. Ninguém disse que seria fácil, mas dificultar a própria caminhada é sinônimo de desequilíbrio, e isso, em momento decisivo, é imperdoável.

O Chelsea se fechou e jogou sempre atrás da linha do meio campo, na maioria das vezes com metade do time dentro da área, dificultando a vida do ataque do Barça. O America fez a mesma coisa, jogava pelo resultado, precisava apenas ter agilidade e rapidez quando o Cruzeiro errasse, e foi isso que aconteceu.

Não quero tirar o mérito do America, que jogou demais e foi superior em campo, porque usou a cabeça, foi aguerrido e guerreiro nos dois jogos e mesmo que por algum instante imaginasse que era inferior, mudava instantaneamente a postura e partia para a luta, defendendo com garra os ataques, sem perder o foco e a concentração no jogo. Esse também foi o fator que fez com que o Chelsea derrotasse o favorito Barcelona.

Não podemos de forma alguma comparar Cruzeiro e Barcelona e nem America e Chelsea, são times diferentes e com qualidades diferentes, nossos amigos europeus com certeza são muito superiores a nós, mas a analogia entre as equipes é cabível em virtude das posturas adotadas pelas equipes.

Não foi dessa vez, esse ano não estaremos na final do Mineiro e acredito que pelo futebol apresentado podemos não ir muito longe na Copa do Brasil também, falta ao time um líder, que consiga em um momento difícil manter a tranquilidade para encontrar o caminho da vitória.

Saudade do Cruzeiro de 2003, que tinha esse líder, que tinha espirito de luta e vontade de vencer. Não se abatia e não se deixava envolver, pelo contrário, abatia e envolvia os adversários como ninguém. Talvez esteja aí a resposta para voltarmos a encontrar o caminho do bom futebol.

Cruzeiro até morrer, mas consciente de que meu time poderia ter escrito uma história diferente.

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